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TATUAGENS

Mago Selaht

Verdadeiras obras de arte atraem os jovens e até os mais velhos que desejam se enturmar. Essa prática é adequada? Até que ponto a tatuagem é boa ou má para os que as adotaram?

As meninas ainda menores insistem com os pais que autorizem a tatuarem em seus corpos, a alegação mais frequente e que está na moda e que as coleguinhas já tatuaram.
Essas mesmas meninas querem remover espinhas manchas de pele e sinais e procuram ajuda profissional.
É muito constrangedor afirmar que tatuagens marcam indelevelmente o coro material e o espiritual.  Videntes podem confirmar as tatuagens, como amputações e outros sinais adquiridos são visíveis no corpo espiritual. O que era objeto de especulação do tipo não acredito ou isso é piração de quem é contra, hoje já é possível comprovar, passar pela fase da vidência mediúnica, que deixa sempre dúvidas, para a constatação em vídeo. A transcomunicação instrumental mostra em tela de TV ou de computador espíritos de desencarnados com suas tatuagens obtidas quando eram ainda vivos. É possível contato com espíritos e ver que ainda as possuem.
Que mal pode fazer? Simples nascemos seres perfeitos, sem essas marcas adquiridas. Nosso corpo temporário deve ser mantido saudável. Alterações que não sejam com o enfoque de saúde não devem acontecer.
O “livre arbítrio” quando mal usado tem um preço.
Os desenhos sobre a pele geram “energia de forma” a mesma, dos yantras, ou dos glifos dos alfabetos sânscrito ou hebraico ou japonês.  
A falta de religiosidade coloca o modismo acima do limite da razão.
Sei também que o desejo de fazer parte de uma turma, de um grupo social leva a caminhos sem volta como ao câncer de pele ou no mínimo a um envelhecimento prematuro da pele.
É o que acontece com apenas a exposição ao sol para ter aquele corpo bronzeado. E também com os hormônios usados para bombar músculos, mesmo com risco de câncer e outros riscos colaterais igualmente nocivos, os modismos acabam sendo mais importantes que a saúde.
Seria só um modismo ou é falta de personalidade de quem não possui outros valores para mostrar que é diferente e único dentro da sociedade?
Há uma pressão social, uma publicidade em torno da tatuagem nos veículos comunicação de massa. Os apelos em imitar os famosos tatuados acontecem, da mesma maneira com que usam uma réplica de um relógio de marca para aparentar riqueza e status.
Há o apelo político do desemprego entre os tatuadores, se a prática da tatuagem deixar de ser modismo. O fato é: sempre haverá trabalho para artistas ilustradores tão talentosos.
Se acabarmos com o tráfico de drogas também haverá desemprego todos que vivem dessa cadeia podre vão parar. Vamos então proteger os empregos ou a sociedade e a saúde?
Posso afirmar com absoluta certeza que o “lado maligno” marca seus seguidores de várias maneiras.
Atingindo as pessoas que mais amamos atinge a família, induzindo á práticas como a pedofilia, e a transgressões de comportamento que contrariam a genética e a natureza atinge a família e a sociedade.
Mutilações, tatuagens, piercings, inclusões sub cutâneas, alargadores de orelha, são práticas diabólicas lamentavelmente aceitas e até incentivadas. São o contrário do hedonismo são formas bizarras de chamar atenção.
A “Transcomunicação Instrumental” pode comprovar: A imagens tatuadas agridem também o corpo espiritual.
Cabe-nos alertar só há dois lados o do Criador e o do inimigo da humanidade acreditem ou não é um fato, os que não creem engrossam o lado maligno.
Há muitos que acreditam que o bem é maior que o mal, é um engano perigoso, essas forças estão sempre em luta cabe a nós escolher a que exército queremos servir para manter o equilíbrio.
À escolha errada corresponde um preço que sem dúvida virá creriam ou não todos pagam o preço do erro dos cegos.
Já me perguntaram quanto eu ganho por mostrar esses fatos. Ganho mostrando o caminho, mesmo sabendo que vou desagradar. É muito melhor ser simpático e agradar mas é preciso escolher a verdade ou o engodo. Servir ao Criador ou ao inimigo.
Essa é parte da minha contribuição para a Luz e a evolução de meus semelhantes.  Somos todos parte de um mesmo todo, do mesmo universo, da mesma família, da mesma raça, o desenvolvimento da humanidade é coletivo não individual.  Pensem nisso, meditem sobre isso!
Que o Criador vos ilumine abençoe e guarde.
Mago Selaht.

 

Entrevista com Mago Selath, o Alquimista
Por Drustan, o Skaldi

“Como foi de se notar, forcei-me uma pausa para que pudesse me aprimorar e agora estou em franca retomada. Uma das coisas que comecei a estudar com afinco foi a Alquimia, ou Arte da Agricultura Celeste. Naturalmente tenho minhas dúvidas sobre o assunto, como qualquer neófito, mas creio que, como vários leitores, tenho questões ainda mais inquietantes. E para esclarecer essas questões, agora vou entrevistar meu amigo, mago Selath, que sabidamente é alquimista”. Drustan

1-D.S.- Mago Selath, em princípio, quando se lê o verbete Alquimia em um dicionário ou mesmo livro especializado, a definição muda de autor para autor, mas a maioria deles jamais sequer olhou para um tubo de ensaio ou um forno alquímico, enfim, da boca de um alquimista gostaríamos de saber em que de fato consiste a alquimia e porque é assim chamada?
M.S.- Espagiria ou Alquimia são a mesma coisa. A alquimia é a precursora da química moderna, com elementos não considerados modernamente. Alquimia é uma tradição antiga, mistura elementos de Química, Física, Filosofia, Metalurgia, Medicina, Geometria, Misticismo Astrologia, Arte e, segundo alguns, Religião.
Existem três objetivos principais na sua prática. Um deles é a transmutação dos metais inferiores em ouro, a obtenção do Elixir da Longa Vida, um remédio que curaria todas as doenças e daria vida longa àqueles que o ingerissem. Ambos os objetivos poderiam ser atingidos ao obter a pedra filosofal, uma substância mística. O terceiro objetivo era criar vida humana artificial, os homunculus também chamados Golem, uma forma de eufemismo oculto de falar sobre a “prima mater” ou matéria primordial.
Não era conhecida a fertilização in vitro, mas a criação da vida já era estudada, o caminho é que seria equivocado e os fins também.
Podemos dizer sem medo de errar que a purificação e redução por múltiplas circulações eram os escopos da alquimia purificar e potencializar substâncias fazendo-as passar diversas vezes por um destilador. Essas substâncias assim obtidas podiam ser diluídas ou como os homeopatas dizem, dinamizadas e usadas.
 
2- D.S.- Mago Selaht, você já obteve a sua pedra filosofal, e se a obteve nos diria?
M.S.- Não obtive, e não diria. [Risos]

3- D.S.- É possível datar ou ter mesmo uma ideia de quando e onde a Alquimia começou no mundo?
M.S.- [Risos]. Essa preocupação é coisa de advogado, (ainda vou ser processado por isso) [risos]; eles é que precisam de uma data exata, e um “documento inicial” para dar origem a todo o “processo”, a certidão de nascimento.
O inicio da Maçonaria, e de outras ordens esotéricas, por exemplo, perde-se no tempo.
A palavra Alquimia tem origem árabe “a arte”.  Sempre existiu e vem sendo aperfeiçoada. As sínteses de princípios ativos, hoje feitas em laboratórios modernos e a homeopatia, são baseadas na destilação e na diluição, como disse. Desde o Beresit do mundo” a Alquimia vem fluindo naturalmente e se modernizando em velocidade exponencial pelos tempos, incorporando técnicas e equipamentos modernos e abandonando conceitos e crendices notadamente arcaicos. A facilidade de troca de experiências que transcende nacionalidades congrega os alquimistas e acelera o “conhecimento compartilhado”, ao contrário do passado, quando tudo era mais lento e secreto. A alquimia vem sofrendo um processo alquímico, [risos]. Grande parte das descobertas hoje desenvolvidas pela química e pela física moderna têm por base estudos de alquimia. Os pais da Química, da Física, da Metalurgia, da Bioquímica, da Perfumaria e da moderna Agricultura eram, na verdade, alquimistas. O meio científico evita dizer isso. [Risos]
Toda a vidraria e aparatos de laboratório foram inventados por Alquimistas e, essencialmente, são os mesmos até hoje.

4- D.S.- Ao longo da história mundial, vemos alquimistas empregando “a arte” com diversos fins, desde transformar metais em ouro até descobrir novos componentes da tabela periódica e postular novas leis da Física. Existe algum fim específico para a Alquimia?
M.S.- Muito boa essa pergunta, Drustan.  Como o aprendizado nunca termina, há sempre uma distância a ser cumprida e ela se amplia à medida que aprendemos e nos aproximamos, desvendamos coisas e derrubamos antigos paradigmas. A velocidade da construção de novos conhecimentos e descobertas, essa sim, tem aumentado muito, com a ajuda de equipamentos e instrumentos mais sofisticados como o espectrômetro e os computadores.
Conceitos mudam com o passar do tempo. Mozart, autor de “A Flauta Mágica”, foi tratado por seu médico que prescreveu a ingestão de mercúrio (Hg), um método usado por Paracelso para prevenir e tratar da sífilis. Mozart, que era maçom, veio a óbito. Na época, a igreja católica espalhou o boato que Mozart havia sido assassinado por maçons. Recentemente, descobriram que havia sido por um erro médico. Hoje sabemos que o mercúrio é altamente tóxico e seu uso está sendo substituído até nos termômetros. Na época, entretanto, a mentira da igreja católica foi considerada verdade.
A descoberta de novos elementos que se juntaram e vem sendo acrescidos à tabela periódica como você bem lembrou. A grande alquimia é a transmutação interior e pessoal de cada um em um ser mais sábio, melhor, mais próximo da perfeição e da sabedoria, menos arrogante por saber que esse conhecimento lhe é passado, mas não lhe pertence, é da humanidade.

5- D.S.- Por falar em grandes feitos alquímicos, vamos agora abordar os grandes alquimistas. Flamel era um grande filantropo e algumas de suas obras estão de pé até hoje na França, Newton, que postulou a lei da gravidade, tinha tratados autorais de alquimia em sua biblioteca. Paracelso, se não criou, influenciou a criação de várias áreas da medicina e até modernizou conceitos da mesma. Hanning Brand descobriu o fósforo e os gases nobresHá um famoso álbum da MPB que é todo dedicado à arte. Poderia ainda hoje algum alquimista vivo estar influenciando o mundo?
M.S.- [Risos] Os alquimistas não estão chegando, o Jorge Benjor sabe disso.  Já chegaram há muitos séculos, estão nas diversas Sociedades de Alquimistas estudando ao redor do mundo, as experiências podem ser muito caras. Em cada laboratório há um alquimista, mesmo que seja chamado por outros nomes, [risos] As pessoas adoram complicar as coisa simples. Há até um senhor alemão que vive em um palácio, em Roma, que se considera um “santo iluminado”, um especialista em uso de preservativos, e dá lições ao mundo sobre planejamento familiar. Dizem seus vendados seguidores, que ele não erra nunca. Pode isso?
Qualquer hora vai apresentar uma encíclica sobre “A influência do galho seco na vida sexual dos primatas”. [Risos]
Aliás, lá no Vaticano podem ser encontrados excelentes alquimistas produzindo poderosos venenos, licores e vermutes. Os mais badalados são: Frangélico, os Vermutes,  e o famoso licor Benedictine, que começou a ser produzido em 1510, na abadia de Fecamp, na França. Os monges dessa abadia, durante anos, guardaram sigilosamente a sua receita. O local foi saqueado durante a Revolução Francesa, e a fórmula do Bénédictine ficou desaparecida até 1863, quando caiu nas mãos de um comerciante local. Na  fabricação do Benedictine entram várias dezenas de plantas, sendo usado o processo de maceração e destilação, um processo alquímico.
À “sombra da igreja vale tudo”; é claro quando não conseguem meter o nariz estragam, é fato, a história comprova, O conhecido mago autor de diversos livros, Eliphas Levy, tornou-se abade para burlar a perseguição.
A inquisição mudou de nome, mas não de objetivos e continua existindo, mas essa é uma outra história. Como a dos meninos castrati (castrados) para cantarem com voz feminina nas Igrejas e Catedrais entre outras tarefas menos artísticas. A pedofilia sempre correu solta e a pederastia também, só que agora está aparecendo, as pessoas perderam o medo do fogo do inferno.Cala-te boca...[risos]. Não culpo a instituição mas quando ela encobre, aí fica configurado o crime de omissão.
Os alquimistas estão por toda a parte, cercados e patrulhados pelo corporativismo e pelas seitas religiosas que os temem e perseguem atribuindo-lhes estudos diabólicos. Até onde vai a insegurança dos fracos e ignorantes?
Enquanto os magos  alquimistas, como as abelhas a produziam mel, da mesma flor as aranhas e  “os  santos religiosos”  padres católicos produziam venenos.

6- D.S.- Por vezes, em alguns livros, vemos o alquimista ser tratado como Agricultor Celeste, por favor, explique. Teria isso a ver com a demora na obtenção da Pedra Filosofal?
M.S.- Na antiga alquimia, certos preparos eram iniciados em determinados aspectos astronômicos, como a lua certa para a colheita de plantas, raízes e flores usadas na “pequena circulação” ou destilação. A grande destilação trata da purificação de metais. Os alquimistas antigos em parte estavam certos, no passado também era comum inserir horários de trânsitos planetários para confundir quem viesse a pôr as mãos em um grimório. Conto no Portal www.mensageiro.com.br sobre um “filtro” usado pelas mulheres para atrair os homens e o significado real da descoberta.

A busca do Lapis Philosoforum é uma forma de dizer a busca da perfeição ou do inatingível. Quanto a transmutação de metais é possível, há relatos que vários alquimistas o fizeram, como Phillipus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim ou Paracelso. Pessoalmente, nunca me preocupei com isso, não vivi essa experiência.
A física quântica é uma porta que está sendo finalmente escancarada e as possibilidades são imensas.

7- D.S.- Aliás, o que é a Pedra Filosofal? Serve somente para transformar metais em prata e ouro?
M.S.- Drustan, quando se estuda essa matéria, as descobertas colaterais acabam sendo mais significativas.
Minha avó paterna, na juventude, foi professora em uma colônia de imigrantes, a maioria alemães de diversas tendências religiosas. Os alemães acreditam no poder jovem, mas não nos jovens no poder. Minha avó era uma jovem viúva, mais nova do que a maioria dos alunos a quem tinha que ensinar a língua portuguesa e os costumes brasileiros. Os mais velhos a olhavam com desconfiança e eram arredios. As crianças faziam o que os pais mandavam. Minha avó procurava uma maneira de se aproximar e ganhar a confiança dos colonos.
Uma ocasião, uma senhora sentiu-se mal e como não havia médico na colônia e havia a barreira do idioma, foram chamar a professora. Minha avó estudou o caso rapidamente e abriu uma caixa preta comprida, cheia de vidrinhos escuros com tampas de vidro ou rolha e deu algumas gotas para a doente.
A febre baixou logo e as dores sumiram. Foi quando minha avó ouviu e aprendeu uma nova palavra Wicca. Daquele momento em diante, os idosos passaram a frequentar as aulas: era uma classe única para todas as idades. Todos na colônia mostravam simpatia por ela com duas exceções, o padre e o pastor luterano. Quando o primeiro médico apareceu na colônia passaram a ser três.
Os colonos continuaram a procurá-la por mais que ela dissesse que deviam ir ao médico.
Conto essa historia, no portal www.mensageiro.com.br está no meu livro “Magia Passo a Passo, a Escada de Jacó”.
8- D.S.- Geralmente a Alquimia é vista somente tratando de coisas materiais, mas ao ler afirmações como a do Mestre Paracelso que diz que “a vida, com efeito, nasce para as artes e não para o benefício da alma. Por isso, dizemos que a vida não pode ser uma simples hospedaria para a alma”, cremos que a alquimia pode tratar também do universo espiritual humano, é um erro pensar assim?

M.S.- No ser humano vivo é impossível separar matéria e espírito. Nesse caso, o espírito aprende enquanto encarnado, na medida em que aprendemos o conhecimento adquirido é sempre cumulativo e permanece para vidas futuras, mesmo que não seja usado em uma vida logo a seguir, permanece nos inprints espirituais e a qualquer momento pode aflorar. Somos como pedras roladas de um rio, vamos perdendo as arestas e ganhando polimento.

9- D.S.- Fico extremamente intrigado com Paracelso quando ele diz que “pois é verdade que o fogo foi conferido aos mestres e não aos discípulos”, por acaso isso significa que por mais vontade que a pessoa tenha na senda da Alquimia, serão poucos é de fato alcançá-la?
M.S.- O fogo é o mais nobre dos quatro elementos. Todos os mestres foram discípulos um dia, e eram os discípulos que vigiavam os fogos dos fornos alquímicos para que a temperatura se mantivesse constante. Hoje, há fornos elétricos com pirômetros digitais. Ninguém precisa mais vigiar-lhes a temperatura.
Na época de Paracelso, o analfabetismo impedia o discernimento e pouquíssimos tinham a sabedoria de “mestres”. Podemos traduzir “dar o fogo aos que sabem usá-lo”.
O bom uso do fogo seria uma forma de definir a sabedoria usada adequadamente com o conhecimento de um “mestre”, título simbólico usado nas guildas para identificar os mais hábeis em suas profissões, mestre ferreiro, mestre ourives, mestre alfaiate, etc. É a origem das palavras master e mister no inglês.
O processo de aprendizagem é constante. Assim fica difícil dizer quem é mestre e quem é aprendiz. Não seria egoístico sonegar um conhecimento a quem o deseja e não o tem?

10- D.S.- Por acaso a Alquimia vem se modernizando para atender as novas carências do novo homem?
M.S.- Pois é, tudo vai sendo transmutado e novos usos para velhas coisas vão aparecendo.
O curare usado pelos índios brasileiros é um exemplo. Está sendo pesquisado no tratamento da síndrome asmatiforme, para controlar essa enfermidade, que é causada por uma descarga súbita de histamina. É importante lembrar que o Curare não é um anestésico. É um potente inibidor, que relaxa a músculatura estriada. Atuando como competidor da acetilcolina pela ligação aos receptores nicotínicos (um dos dois tipos de receptores pós-sinápticos para o neurotransmissor acetilcolina, o outro receptor é o muscarínico) da placa motora.
As três principais famílias de curare são:
Tubocurare: também conhecida como "tubo" ou "curare bambu", devido ao seu formato de tubos de  bambu oco. Sua principal toxina é a D-tubocurarina. É um alcalóide mono-quaternário e derivado da isoquinolina.
Pot curare (tradução do termo inglês pot); tem esse nome por ser guardado em potes de cerâmica.
Suas principais toxinas são a protocurarina, protocurina e protocuridina.
Calebas curare: também conhecida como "curare cabaça" (gould curare em inglês) em
classificações britânicas antigas, devido ao seu formato de cabaça oca. Suas principais toxinas são  o alcurônio (alloferine) e a toxiferina.
Dessas três famílias, algumas fórmulas pertencentes à calebas curare são as mais tóxicas.
Há estudos para uso militar em cápsulas disparadas por armas químicas, letais e silenciosas, mais letais do  que as flechas embebidas em curare dos nossos índios. Essa informação não pode ser comprovada,  posso adiantar, entretanto que é verdadeira. O processo usado na purificação e potencialização é inteiramente alquímico. Há ainda muito mais a dizer, mas esse conhecimento é muito perigoso e não deve ser revelado fora do meio.
11- D.S.- Obrigado por tudo, agora terminamos a entrevista respondendo a uma ultima pergunta: por que a alquimia o escolheu? Ou foi você que a escolheu? Como alguém poderia usá-la para melhorar o mundo?

M.S.- Caro Drustan, tudo é instável e em constante mutação, você mesmo “forçou-se a uma pausa para aprimorar-se por um tempo”. O tempo, entretanto continuou; então sua parada pode ser entendida em verdade como uma “retroação relativa”, já que o resto do mundo continuou progredindo no caminho.
Parte do que somos é uma herança genética física, e transmitida pelo sêmen na procriação, outra é da genética espiritual, outra é aprendida em cada vida, das inúmeras que já vivemos e das que ainda iremos viver. Isso é inexorável, não depende de quem crê ou não, simplesmente acontece assim. É difícil separar o que é da genética material transmitido no ato da fecundação ou da genética espiritual que é arcana, imprints do passado. Hoje, os especialistas em regressão, queira a igreja católica ou não, podem demonstrar essa relação espiritual, na regressão a passados remotos em vidas remotas.
A teoria dos universos paralelos e a bilocação, também podem explicar adequadamente essas premissas. Para os que não têm ainda certas aptidões, é mais fácil negar do que experimentar.

Conto-lhe como o meu interesse foi despertado, quando era criança e descobri que tinha visões e lembranças que não sabia explicar. Meu pai me surrou muito por isso, e esse comportamento dele era estranho para mim. Ele acreditava na mãe dele, que praticava alquimia e herbalismo e era chamada de bruxa, acreditava nas duas tias, espíritas e médiuns videntes, usuárias de medicações herbáceas e que nunca iam aos consultórios médicos, mas não em mim: era um comportamento ilógico.
Certa madrugada acordei e vi minha avó preparando uma infusão em um caldeirão de ferro.  Perguntei o que era, se era para remédios. Guardo esse caldeirão até hoje; você já o viu, agora é o pé de uma mesa de centro e a mesa é um espelho redondo de latão, como os antigos, que mostram uma imagem pouco nítida da realidade. Sempre que toco o caldeirão lembro-me da minha avó paterna, querida e misteriosa, com saudade.
Posso completar dizendo: que culpa têm os judeus de terem sido o povo escolhido? Mas é inegável que apesar das grandes contribuições à ciência, às artes e em todos os campos do conhecimento humano, os judeus têm pago com sangue, na mão de carrascos políticos e fanáticos fundamentalistas o fato de se destacarem e serem “o povo escolhido pelo Criador”.
A Alquimia escolheu a todos nós. Somos “uma sopa de estrelas e minerais” transformados pela vontade do Grande Arquiteto do Universo, que nos criou com o propósito de sermos justos e perfeitos.  Todos !!! Caminhamos para esse estado de perfeição sendo caldeados “pelas vidas” seguindo por caminhos tortuosos ou pelo de DAAT, não importa como, todos chegarão.
Caro amigo Drustan, estou contente com a sua volta e de seus valiosos textos. [Risos]
Agradeço suas perguntas.  Como você sabe, não gosto de dar entrevistas, nem de ser fotografado, apesar de ser um jovem de apenas 66 anos e com muitas vidas pela frente. [Risos]. Quero trabalhar sossegado sem assédio das forças que atrasam o desenvolvimento do mundo, e só vêm para criticar e confundir, nunca para produzir.  A nós o que importa é a verdade na construção do conhecimento, a apreensão da cultura e os resultados, que pertencem à humanidade.
Desculpe-me, se não fui suficientemente claro, mais um pouco e a entrevista se transmuta em livro, [risos] sabe, uma entrevista sobre esse tema requer certa dose de “Cerca Lourenço”, [risos] já que nem tudo pode ser escrito ou dito a todos, mas deve e pode ser dito em particular no momento certo, e à pessoa certa. Está na Bíblia, “há um tempo para tudo”...Eclesiastes 3 VV de 1 a 8. Acredito no plano de D’us, nós somos meros instrumentos para operacionalizá-lo.

Fontes pesquisadas por Drustan: A Chave da Alquimia (Opera Omnia) (Por: Paracelso, Ed: Três, SP, Br, 1983.  O Ouro dos Alquimistas (por: Jacques Sadoul, Ed: Edições 70, Lisboa, Portugal, 1970)

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Carruagem real uma peça de magia e poder
Mago Selaht

A rainha Elizabeth II da Inglaterra usou pela primeira vez para ir ao Parlamento de Westminster nesta quarta-feira uma nova carruagem fabricada com peças que carregam séculos de história britânica.


A carruagem incorpora fragmentos do navio de guerra de Enrique VIII, "Mary Rose"; uma coroa fabricada a partir da madeira do "HMS Victory", o navio do almirante Horatio Nelson na Batalha de Trafalgar; assim como uma parte da representação da maçã que, segundo a lenda, inspirou Isaac Newton na formulação da lei da gravidade.
Vestida com um manto de arminho e a coroa imperial, a soberana britânica, de 88 anos, subiu hoje pela primeira vez nessa carruagem, que começou a ser fabricada por ocasião de seus 80 anos, para levá-la do palácio de Buckingham a Westminster, onde fez um discurso com os planos do governo.
A segunda carruagem adquirida pela Casa Real Britânica nos últimos 100 anos custou 3 milhões de libras. O interior é atapetado com seda amarela e incorpora mais de 100 peças doadas por diferentes museus e organizações britânicas.
Na viagem, a rainha esteve acompanhada de seu marido, o duque de Edimburgo, que na próxima semana completa 93 anos.
Os detalhes das janelas e dos painéis interiores foram elaborados com materiais vindos da catedral de Canterbury e do número 10 da Downing Street (residência e escritório oficial do primeiro-ministro do Reino Unido), assim como das bases polares utilizados pelos exploradores Robert Scott e Ernest Shackleton.
O veículo, puxado por cavalos, inclui, além disso, mecanismos modernos, como os seis estabilizadores hidráulicos que, cobertos com folha de ouro, contribuem para a comodidade no interior de uma carruagem que pesa três toneladas.
O modelo é uma criação do artesão australiano Jim Frecklington, que trabalhou durante quase uma década nela em sua oficina em Sydney. Ele foi para Londres para assistir hoje à primeira viagem da rainha no veículo, que foi batizado de "Carruagem do Jubileu de Diamantes".
"Queria criar algo muito especial para comemorar seu reinado. Nossa rainha passará à história como uma das maiores monarcas. Foi por isso que pensei que devíamos produzir algo tangível para comemorá-lo", disse Frecklington à imprensa.
O artesão, que concebeu o veículo como um presente para a rainha, recebeu 138 mil libras do governo australiano como financiamento. Mesmo assim, acabou hipotecando sua casa para custear com o próprio dinheiro o resto da fabricação de um veículo que tem 260 safiras e 48 diamantes cravados na ponta das portas.
Uma vez construída, a carruagem foi adquirida pela Royal Collection Trust, a organização que administra o patrimônio artístico da família real britânica. Fonte UOL

Uma peça de magia
Comentário de Mago Selaht
“A carruagem incorpora fragmentos do navio de guerra de Enrique VIII, "Mary Rose"; uma coroa fabricada a partir da madeira do "HMS Victory", o navio do almirante Horatio Nelson na Batalha de Trafalgar; assim como uma parte da representação da maçã que, segundo a lenda, inspirou Isaac Newton na formulação da lei da gravidade”.
Esses materiais são o que em magia é chamado de” testemunho” fragmentos ou peças que fazem parte de diversas momentos da História de glórias e vitorias do “Império Britânico”
“Os detalhes das janelas e dos painéis interiores foram elaborados com materiais vindos da catedral de Canterbury e do número 10 da Downing Street (residência e escritório oficial do primeiro-ministro do Reino Unido), assim como das bases polares utilizados pelos exploradores Robert Scott e Ernest
Canterbury é a catedral de onde Sua Majestade a Rainha exerce seu poder espiritual como chefe da Igreja, função que data do tempo de Enrique VIII, quando a Igreja da Inglaterra se apartou da Igreja de Roma e do poder do Vaticano e do Papa. O Arcebispo de Canterbury exerce a função de dirigente da Igreja Inglesa por delegação de Sua Majestade a Rainha Elizabeth II.
As moedas inglesas têm a efígie da rainha e a expressão que em latim significa “Rainha pela graça de Deus”. O simbolismo dos “testemunhos” trazidos da residência oficial e escritório do Primeiro ministro confere o poder de domínio “mágico” sobre o primeiro ministro, a Inglaterra e suas colônias.
A decoração com 260 safiras número cuja soma é 8, na cabala, o número do “poder material” e 48 diamantes palavra que vem de “adamantus” que significa indestrutível ornamentam as portas o número 48, cuja soma cabalística é 3 o número da comunicação e expressão.
A Soberana subiu na carruagem aos 88 anos cuja soma cabalística 16 reduzida dá 7, número que contém o quatro material e o 3 espiritual.

A Inglaterra é um país culto e intrigante mas que sabe mostrar o poder para quem sabe ver.
 

Magia, Arte Antiga e Atual
Mago Selath

Imaginem a humanidade, dependente de sua sofisticada tecnologia, sem energia elétrica, computador, telefone celular e outras facilidades da atualidade. Apesar de toda a tecnologia de hoje, nunca se viu tanto interesse pela magia. O círculo se completa: o Alef e o Tau se encontram no uroboros dos tempos, como sempre aconteceu.
A magia sempre existiu. Não há dúvidas de que no passado longínquo, na Caldéia, dos terraços das casas, os sábios olhavam o céu à vista desarmada e tentavam decifrar os mistérios das cheias e vazantes dos rios. E a irrigação permanente tinha seu lugar como resultante.
Entre esses sábios, ou Maggi”, estavam os que tratavam da observação das plantas medicinais, da relação entre o espaço infinito do cosmo e o ser humano, o microcosmo.
Das colheitas à astrologia e sua filha, a astronomia, o pensamento mágico era o único elo capaz de explicar o mundo de então e seus fenômenos aos antepassados da humanidade de hoje: era o beresit, que inicia a Tora.
O pensamento mágico é o alicerce de todas as religiões, que procuram estabelecer o elo com a luz ou a divindade criadora.
Civilizações emergentes, que desenvolveram suas artes e ciências, tinham conhecimento “oculto para a maioria” da energia taquiônica, da alquimia, da fabricação de perfumes, a partir de plantas e de resinas aromáticas.
O uso mágico e ritualístico dos perfumes é a alquimia que possibilita as associações de aromas que abrem um caminho para o subconsciente.
Os florais e a aroma terapia são resultados atuais desses estudos de alquimia.
Os perfumes eram parte significativa do ritual de embalsamamento, como processo científico de mumificação.
Os egípcios também conheciam o valor de PI e de Phi, a metalurgia dos metais preciosos, do bronze e do ferro, trazido quando da ocupação pelos Icsos. Tinham avançado conhecimento da arquitetura, da medicina, inclusive de algumas especialidades, como a cirurgia e a proctologia, o que está comprovado por escritos e figuras encontrados em túmulos egípcios. Conheciam a Iridologia como auxiliar do diagnóstico, evidenciada pela maravilhosa expressão “os olhos são o espelho da alma”, Tinham conhecimento de física, da refração e da cromoterapia. Usavam a rabdomancia, entre outras maravilhas.
Estamos no limiar de decifrar, inteiramente, o DNA “mistério do código genético”, de descerrar o “véu sagrado” do mistério da criação das espécies.
A cobra uroboros está prestes a morder o próprio rabo, sinal da sincronicidade do ciclo completado.
Quais serão os fenômenos sincronísticos que desencadearão os novos paradigmas?
A presença de Anjos acontecerá e será visualizada por todos?
Sabemos que a TRANSCOMUNICAÇÂO já comprova a vida em universos paralelos e a comunicação com extraterrestres. O trabalho é desenvolvido no Brasil, no Instituto IPATI pela pesquisadora Sonia Rinaldi no Estado de São Paulo, e aberto aos que procuram a verdade na ciência.
Quando a volta do ciclo da espiral estiver completa? Estaríamos próximos de um novo salto quântico evolutivo e de ampliar o psiquismo do Planeta? Acredito que isso ocorrerá quando o nível da humanidade estiver harmônico. Os meios de comunicação de massa aí estão. Se o papel da informação for cumprido, estamos próximos. É mister entretanto separar as crendices da realidade.
A humanidade, dependente de sua tecnologia de ponta, nunca se viu tão centrada em seu renascido interesse pela magia. Talvez o faça por instinto de sobrevivência, por um “imprint” que acompanha o ser desde a criação, desde a primeira encarnação.
O prenúncio do uroboros sempre põe em xeque nossos valores mais profundos.
Como ter a coragem de mudar paradigmas arraigados por pseudo-religiões e costumes herdados, e sem fundamento espiritual sustentável. O predomínio da lógica sobre a fantasia.
O fim das tradições seria o fim da própria humanidade. Nenhuma cultura sobrevive sem a magia.  Seu desaparecimento seria a dissolução dos mais arcaicos arquétipos da herança genética espiritual.
O primeiro livro de magia conhecido é a epopéia mítica de Gilgamesh.
É da época dos sumérios, há mais de 5.000 anos, conforme nos atestam as doze tabuinhas de barro gravadas em escrita cuneiforme, pertencentes à fabulosa biblioteca do rei assírio Assurbanipal, que viveu no séc. 7 a.C., encontradas em escavações arqueológicas em meados do século XIX.
Gilgamesh era rei de Ur (na Caldeia) é o mais antigo herói humano, conhecido.  Ele encarna, em sua saga, as principais questões da existência: detém-se perplexo diante da brevidade da vida e parte em busca da imortalidade. Vence as “provas” com bravura e assimila poderes mágicos do “deus dos sonhos”, com os quais se prepara para roubar a erva da imortalidade nas profundezas do reino das Águas Mortas.
“A tradição oral da magia, nas diversas tradições esotéricas, existiu muito antes da escrita. Pensamento e linguagem são totalmente permeados por magia”: o poder de criar pelo verbo.  Até mesmo o psicanalista Jacques Lacan (1901-1980) admitiu isso.
O surgimento da linguagem
O homem pré-histórico percebia uma fusão incompreensível de fenômenos sonoros atrelados às suas imagens. Ele "via" sons no correr do regato, no balançar das árvores, no andar dos bichos, no ribombar das tempestades, nos golpes de luta, no rolar das pedras, “entidades” essas que estavam tão vivas quanto ele próprio. A partir desse universo acústico, uma série de símbolos sonoros pode ser criada na tentativa de reproduzir os eventos naturais, o que fez surgir a linguagem simbólica. A antropologia e a semiótica esclarecem: os nomes dados às coisas pelos homens pré-históricos revelavam-nas "em si"; declaravam seu verdadeiro som, seu modo de ser, conforme a natureza era por eles percebida.
Por meio da linguagem pode o homem diferenciar-se do meio.
Ao nomear as coisas, tornou real sua inserção no mundo, passando a explorá-lo, a partir da porta da caverna e ver ao longe, cada vez com mais amplos horizontes.
A formação de arquétipos, de conceitos simbólicos, é sempre um ato criativo em sua concepção.
A linguagem, paradoxalmente, tanto expressa a consciência humana como dá conta de seus limites, já que sabemos existirem experiências transcendentais que, a despeito do avanço das ciências, permanecem inatingíveis pela simples razão.
Para o homem pré-histórico, dado seu estado natural de ignorância lógica, tudo, na verdade, tinha esse caráter mágico inefável. Conforme aprendia a criar símbolos, melhor dava conta de suas necessidades.
Deflagrou-se, aí, o estopim revolucionário do pensamento humano, conferir a toda humanidade uma identidade comum, lançando as bases das civilizações.
Desde que o primeiro lampejo de pensamento se desprendeu da fonte de inconsciência de si mesmo, em que o homem estava imerso, foi iniciado o processo de consciência e arbítrio relativo. Neste ato, o homem acorda. Inicia-se o processo de criar: foi a divisão entre o instinto e o pensamento operativo, consciente de interação com o meio e com Universo.
“Em termos bíblicos, corresponde à expulsão de Adão e Eva do paraíso. Uma fenda atemporal (1) foi aberta pela “espada flamígera” do arcanjo Michael, que escoltou o casal até a saída.  Nela se prendeu o elo primordial da magia. "Onde mesmo se prendeu a magia?", pergunta-se o leitor reflexivo, "Na fenda do tempo, na espada do Arcanjo ou na saída do Gan Eden?", Jardim do Éden. Como não sabemos precisar, conjecturamos. Vemos que o elo original está preso à nossa própria capacidade de reflexão, ampliada pelo universo lúdico e criador do pensamento falado, expresso pela linguagem”.
O Verbo da Criação é mágico em sua natureza. Mais do que isso, Ele é divino.
A mente mágica, que trazemos como bagagem mística, é herdeira legítima do estado de pureza original.  É algo notável, essencialmente feito à semelhança do Criador. É nosso DNA espiritual, reproduzindo o ato criativo pela magia da palavra. O decreto da criação.
Por meio de símbolos sonoros, que se transformam em linguagem, idéias podem ser expressas e são tornadas reais para outros também: é o “comunicare” (lat.) o “por em comum da comunicação”.
Estas idéias sugerem imagens primordiais, as quais, uma vez desenhadas, plantam a semente da escrita, a pictórica, inicialmente, e que se desenvolverá sob os mais diversos aspectos gráficos, nas diferentes culturas.
Os símbolos, preservados e decifrados pelas Escolas Iniciáticas, guardiãs dos mistérios e da “Arte Real”, falam diretamente ao inconsciente, como memória arquetípica ancestral.
O axioma mágico, legado do próprio D’us: a criação pelo Verbo (2), palavra. “No princípio era o verbo”.
Grafamos a forma D’us para o nome do Senhor, de forma a não usar o nome (Ha Shem heb.) em vão, contrariando o mandamento.  Os judeus usavam frequentemente também a palavra Adonai (Senhor Meu).
Gen. 1- No principio, D’us criou, pela palavra, o céu e a terra. 2 A terra estava, porém, vazia e nua; e as trevas cobriam a face do abismo; e o espírito de D’us era levado por cima da águas.  3  D’us disse: faça-se a luz e a luz foi feita. E D’us viu que a luz era boa; e dividiu a luz das trevas.
Muitos se propuseram a explicar o axioma, dentre eles o abade francês Alphonse-Louis Constant (1816-1875), cujo nome iniciático é Eliphas Levi, mago cabalista, que se destacou na história do ocultismo.
Eliphas Levi já praticava magia quando a igreja católica o ordenou padre.
Eliphas Levi deixou mais de 200 livros sobre as ciências ocultas, escritos, em grande parte inspirados pelos escritos de Francis Barret, autor de “Magus”, de quem muitos o julgam copista. De Eliphas Levi, os livros mais conhecidos: História da Magia e Dogma e Ritual da Alta Magia. Neste último, discorre em várias partes sobre o poder do verbo. "Denomina-se verbo aquilo que exprime o ente e a ação", diz ele, e "o verbo é a verdade da vida, que se prova pelo movimento."
O discípulo João (3) é o único a retomar o tema em seu prólogo: "No princípio era o Verbo, (Beresit, principio em hebraico) e o Verbo estava junto de D’us", e nos revela que "O Verbo era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem".  A palavra princípio é a primeira da frase do gênese, livro que abre a Torá (lei).
Eliphas Levi viu no Fiat Lux (4) divino a ordem para que o homem abrisse os olhos, para que vislumbrasse a Grande Consciência, por meio de sua inteligência, esta última miticamente representada a partir do instante primordial em que tomamos consciência de nós mesmos.  Como pequenas estrelas desprendidas do sol, passamos a brilhar na luz divina, reflexos que somos dela própria. Como dizia o célebre astrólogo e astrônomo, já no “Oriente Eterno”, professor Assuramaya, (5) “Somos uma sopa de estrelas”.
“Expressamo-nos, continuamente, por nosso verbo e pensamento, conservando a magia do D’us criador, ao mesmo tempo que exercemos o arbítrio relativo pessoal, nossa marca como criadores. É o poder emanado, criando como o poder emanente.
“É um castigo para os que jogam palavras ao vento e glória para os que sabem fazer uso delas para criar.”
N.A.
(1)- Perfeitamente possível pela teoria do campo unificado da física quântica.
(2)- Criar e dar nome à criação. Esse poder também foi dado ao homem por D’us, (axioma da criação)
(3)- Erroneamente chamado de apóstolo, na verdade apóstolos são os que sucederam aos discípulos.
(4)- Fiat Lux, (latim), como no original do autor: Faça-se a luz, da tradução tendenciosa católica, em latim, da Bíblia. A bem da verdade, “os livros sagrados” eram, em principio, uma “tradição oral” e foram escritos nos pergaminhos, em hebraico, e não em latim.  É importante lembrar que a maior parte da população da época era analfabeta, sendo que os escribas ocupavam posição de destaque, exatamente por dominarem a palavra escrita.
Ser chamado para ler a Tora era e é uma honraria que, além de permitir ao hebreu pronunciar as “palavras sagradas da Tora”, destacava os que sabiam ler, e eram, portanto, reconhecidos como cultos e “príncipes do templo, (Príncipe no sentido de os primeiros, os mais importantes como os membros do sinedrin ou sinédrio ).
A bíblia escrita em latim, pelos frades copistas, tinha por finalidade dificultar a leitura para o povo, obrigando-o a aceitar o que diziam os padres, inclusive os dogmas introduzidos para fraudar a verdade, como o domingo ser o dia santo de repouso na Bíblia original está escrito que era o sábado ou que Cristo vinha para mudar o que não está escrito no N.T. original em parte alguma, ao contrário o “Rabino da Galileia” Ioshua (Jesus), sempre observou fielmente todos os preceitos da Tora.
(5)- Prof. Assuramaya, nome iniciático imposto ao jornalista João Batista Pinto, como sacerdote brâmane.  Assuramaya professor conferencista da Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro, Brasil.  Astrônomo amador, astrólogo e escritor. Foi, desde a criação do portal www.mensageiro.com.br, o editor de Astrologia, tendo trabalhado até o último dia de sua vida material.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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